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Leoa Pardal (Mariane Simões)

Nascida na capital de São Paulo em 1996, foi morar em Boituva, interior do estado em 2000 com seus pais, Sônia Aparecida Simões e Josimar Simões e sua irmã, Bárbara. 

Com 9 anos começou frequentar aulas de teatro na escola. Frequenta por dois anos aulas e ensaios de Teatro pela Secretária de Cultura de Boituva, com a diretora Glaucy Policeno, apresentando nas peças "O que é o que é" e "Geração Coca-cola".

Parou de frequentar as aulas de Teatro para se dedicar aos campeonatos de voleibol a qual estava disputando na época. Experimentando suas ideias, começou fazer técnico em Química com 16 anos, mas não chegou a concluir. Começou trabalhar enquanto finalizava o Ensino Médio para poder no ano seguinte, partir para uma faculdade, mesmo sem saber o que gostaria de estudar.

Em 2014 consegue uma vaga no curso de Ciências Sociais Licenciatura na Universidade de Pelotas. Com 17 anos, muda-se para Pelotas em busca de realizar o sonho de ir morar sozinha e estudar.

Começou frequentar coletivos políticos na busca de respostas e identidades. Percebe que além de estudar teorias utópicas e distópicas, tinha vontade de colocar seu corpo em ação para a construção de algo. Basta um ano para mudar o curso da graduação. 

Ainda na Ufpel, muda-se para o Bacharelado em Artes Visuais, em 2015.  Nos ateliês começou um projeto de intervenção urbana envolvendo a história de mulheres e a técnica de lambe-lambe, chamado Profanando-e-resistindo. Com este projeto conhece o grupo Lugares-livro. Ano da sua primeira exposição coletiva.

Em 2016 participa do Centro Cultural Marrabenta. Começa explorar sua produção no campo multimídia, como o vídeo. Neste mesmo ano, consegue uma bolsa de pesquisa no Laboratório de Urbanismo sobre orientação do doutor Eduardo Rocha. Durante um ano que foi bolsista, escreveu e publicou dois artigos na área de urbanismo contemporâneo, gênero e arte contemporânea. Também realizou oficinas de lambe-lambe, histórias das mulheres e experimentação na cidade. No final do deste ano, inicia seus estudos com a tatuagem.

Em 2017 participa da organização da exposição internacional nômada   "r i z o m a", qual reuniu mais de 250 mulheres expondo. No mesmo ano parte para uma experiência com o projeto Profanando-e-resistindo. Onde leva oficinas de lambe-lambe com histórias de mulheres para o extremo sul do Rio Grande do Sul, em Rio Grande, em Pelotas e em Passo Fundo no norte do RS. Idealiza publicar um livro com os registros dessas oficinas e viagens. 

Em 2018 começa estudos com a Perfomance. 

Inicia com mais quatro tatuadoras a Guerrillas - ateliê de arte corporal, buscando a apoia mútua entre mulheres na modificação corporal. 

Se integra ao coletivo de comunicação Lua Sangrenta, apoiando na organização do II Festival da Lua Sangrenta e no programa na RádioCom Pelotas 104.5.

Em 2019 escreveu e produziu seu TCC (Texto de Conclusão de Curso) sobre seu projeto Profanando-e-Resistindo. O que rendeu uma intervenção com 10 lambe-lambes no bairro Dunas em Pelotas e uma exposição no Centro Comunitário, o qual ela chamou de "exposição Partida". O nome é uma alusão a vários sentidos que a palavra traz, como ponto de início, ruptura, despedida.

Em 2020 retorna a São Paulo e vai para Boituva, interior do estado, onde volta a morar com seus pais e inicia sua produção para o digital, neste ano acontecia o inicio da pandemia do Corona Vírus.

Em 2021 começa trabalhar como freelance em construção de sites e identidade visual para pequenos empreendedores.

 

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